Litíase renal é uma designação para um problema conhecido como “pedras nos rins” ou nefrolitíase. These stones surgem because a one piece of saturation with sais and minerais, ou seja, há uma formação de cristais não urinária, que se aglomeram pouco e ao longo do tempo, para formar um sentido de frase cada vez maior.

O desenvolvimento de uma ferramenta não-urinária é um processo complexo e pode ser ativado por vários fatores, dependendo da situação, como uma hereditariedade, clima, profissão, nutrição, sedentarismo, idade, tipo, raça, malformações do aparelho urinário, complicações urinárias hipertensão e distúrbios metabólicos (diabetes, gota, hiperparatiroidismo).

O renal renal pode ser silencioso no rim até ser descoberto acidentalmente. Por exemplo este relatório pode obstruir uma passagem de urina e provocar dor.

Os tipos de cálculos urinários, sendo que, em Portugal, são mais usuais do que os de oxalato de cálcio (com vários subtipos). No entanto, existem outros, como o fosfato de cálcio, também chamados de ácido úrico e cálculos de infecção, chamados de estruvite. Outros problemas mais frequentes, provocados por problemas hereditários ou como medicamentos para a cura da causa da cistina, ou por medicamentos (como alguns retrovirais).

  • nefrolitíase cálcica  representa 85% do volume total e aumenta com o aumento do cálcio, ácido úrico ou oxalato urinário e / ou aumento do citrato urinário. A causa mais comum dos cálculos é a hipercalcúria idiopática (aumento dos níveis de cálcio na elevação sem cálcio). Os mecanismos envolvidos na hipercalcácia estão relacionados com um aumento na taxa de cálcio, perda de cálcio ou aumento da desmineralização óssea.
  • Os cálculos de ácido úrico constituem menos de 5% de todos os cálculos urinários e são mais frequentes no sexo masculino. As causas mais comuns do excesso de ácido úrico na urina são a gota, doenças em tratamento com drogas citotóxicas, desidratação e excesso dietético em purinas. No entanto a alteração mais frequentemente encontrada na litíase úrica é a acidez urinária, em que para haver formação de cálculos de ácido úrico é necessário um pH urinário inferior a 5,5.
  • Os cálculos de infecção podem ser constituídos por estruvite (magnésio, amónio e fosfato) ou apatite. O elemento chave nestes cálculos é a infecção do aparelho urinário por bactérias como Proteus, Pseudomonas, Klebsiella, alguns Stafilococos e Micoplasman. Como consequência, obtém-se uma urina altamente alcalina, com pH igual ou superior a 7, normalmente. A solubilidade da estruvite que, para o pH normal da urina é total, perde-se, ocorrendo precipitação e formação de cristais. Este tipo de litíase é mais constante em situações de infecção urinária crónica e alterações anatómicas ou funcionais que favoreçam a estase urinária, como derivações, divertículos, bexiga neurogénica e outros.
  • Os cálculos de cistina ocorrem em pessoas com cistinúria, que é uma doença autossómica recessiva relacionada com o transporte intestinal e renal da cistina (aminoácido).

Epidemiologia

A litíase renal é uma afecção frequente na prática clínica, com um elevado impacto social e de alto custo, tendo em vista que assalta 5 a 15% das pessoas, em algum momento da vida, apresentando elevadas taxas de recorrência. Afecta sobretudo pessoas de raça branca (são incomuns em povos afro-americanos e asiáticos) e homens (são duas a três vezes mais comuns em homens do que em mulheres) entre os 35 e os 45 anos e pode conduzir a complicações graves, como a doença renal crónica.

Os países industrializados e de clima tropical têm uma maior incidência de cálculos urinários quando comparados aos países em desenvolvimento. Isto decorre das diferenças entre o tipo de alimentação e da perda de água através do suor. Observa-se também que esta patologia está mais presente em indivíduos que compõem as camadas mais altas da sociedade.

Sabe-se que 1 em cada 100 pessoas irá desenvolver pedras renais ao longo da vida, sendo que, em cerca de 80% dos casos, as pedras serão eliminadas espontaneamente. Os restantes 20% vão necessitar de tratamento, com possibilidade de remoção através de cirurgia. Se não for devidamente tratada, é uma patologia que, em metade dos doentes, poderá reaparecer num prazo de 10 anos. Os estudos apontam para o facto de que, aos 70 anos de idade, cerca de 12% das pessoas apresentaram, pelo menos, um episódio de cálculos renais.

A história familiar de “pedras nos rins” aumenta em cerca de duas vezes a probabilidade de uma pessoa apresentar a doença.

Sintomatologia

Os cálculos podem não originar qualquer sintoma (assintomáticos) se não se deslocarem da sua posição no interior do rim e se forem de pequena dimensão.

A sintomatologia associada à litíase renal surge quando os cálculos se movem para os ureteres, produzindo uma dor reflexa muito intensa (apelidada, comumente, como cólica renal) na região lombar, que pode irradiar para os flancos, fossas ilíacas, face interna da coxa, testículos, grandes lábios ou uretra. O ureter contrai-se em redor do cálculo, fazendo com que este provoque irritação do epitélio e possa causar hemorragia, a qual se manifesta sob a forma de presença de sangue na urina.

Para além da dor intensa os cálculos podem ocluir o ureter, causar-lhe ulcerações e aumentar a probabilidade de infecção bacteriana. A presença de febre em conjunto com um quadro de cólica renal alerta, aliás, para a possibilidade de infecção urinária associada. Se houver obstrução do trato urinário concomitante ao quadro infeccioso, existe risco elevado de sépsis urinária e a desobstrução deve ser realizada imediatamente.

Em função da hidronefrose e da distensão da cápsula renal podem surgir náuseas e vómitos.

Diagnóstico

Quando há uma suspeita de cálculos renais, a investigação complementar é essencial para a confirmação diagnóstica. Este diagnóstico pode ser básico para o momento presente ou como forma de diagnóstico a longo prazo e etiológico: nestes casos o que se pretende é determinar qual o tipo de cálculo que a pessoa tem tendência a formar, para se poderem implementar medidas preventivas, de modo a tentar evitar a formação de novos cálculos e o crescimento dos cálculos já existentes.

Actualmente, o melhor método de diagnóstico para cálculos renais é a tomografia computorizada (vulgarmente conhecida por TAC) helicoidal do abdómen e pelve sem contraste pois permite definir a posição e dimensão exacta dos cálculos e pode mesmo sugerir a sua composição. No entanto, nem em todos os locais e unidades é fácil ou possível efectuar este exame, além de que expõe a pessoa a elevados níveis de radiação.

O teste mais acessível e que pode ser usado como exame inicial é a radiografia abdominal, que localiza as pedras radiopacas (com cálcio). No entanto, apenas 5 a 10% dos cálculos urinários são radio transparentes, o que faz com que o diagnóstico radiográfico tenha baixa sensibilidade, não sendo possível em parte dos casos.

A ultra-sonografia das vias urinárias é um exame bastante utilizado na investigação da cólica renal, uma vez que é pouco invasivo, tem baixo custo e é capaz de analisar a integridade do parênquima renal, o grau de dilatação do sistema colector e detectar cálculos radiopacos e radio transparentes. No entanto, pode não identificar cálculos de pequenas dimensões e só os cálculos ureterais próximos à junção uretero-vesical podem ser visualizados inequivocamente.

Também a urografia excretora (urografia venosa) é um exame a considerar pois permite avaliar a integridade do parênquima renal, a anatomia do sistema colector do rim e a função renal, bem como descobrir se existe alguma obstrução ao fluxo de urina.

Por último, há quem considere necessário realizar um exame à urina, através de uma análise sumária. Neste caso, pode apresentar-se hematúria microscópica e sugerir-se infecção urinária. Além disso, a identificação do tipo de cristal presente na urina é capaz de auxiliar na identificação do tipo de cálculo existente.

Tratamento

O tratamento da litíase renal é efectuado em três fases: controlo da dor, remoção ou fragmentação do(s) cálculo(s) e profilaxia face ao aparecimento de recidivas.

Primeiramente é necessário o tratamento urgente para alívio da dor (cólica renal) que é bastante exuberante, iniciando-se a terapêutica analgésica. Caso não existam complicações associadas, esta terapêutica deve ser mantida durante alguns dias associada à remoção dos cálculos. Os fármacos mais utilizados são os antiespasmódicos, analgésicos não opióides, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) e os narcóticos.

A administração de antiespasmódicos, apesar de usual, não promove a melhoria significativa do quadro clínico, sendo os AINEs a forma mais eficiente de tratamento da cólica renal, uma vez que são inibidores das prostaglandinas (são as substâncias mais implicadas no mecanismo da dor). No entanto, estes devem ser evitados quando há risco ou deterioração da função renal, sem esquecer que têm como efeitos adversos alterações do trato gastrointestinal (náuseas, dispepsia, diarreia e sangramentos), tonturas, hipertensão, edema periférico e o aparecimento de hipersensibilidade.

Já os narcóticos são drogas bastante úteis e potentes no controle da dor mas, geralmente, só se recorre a eles quando os episódios de dor não são controlados adequadamente por outras drogas. Têm como efeito indesejável as náuseas e vómitos, daí que a sua administração deva ser realizada de forma lenta e diluída, associando medicação que controle os vómitos e náuseas, concomitantemente. Outros efeitos adversos prendem-se com a sedação, desorientação, miose, aumento da pressão intracraniana, hipotensão, retenção urinária, boca seca, espasmo biliar e, mais raramente, depressão respiratória e arritmias.

Após o tratamento da crise aguda, deve-se estabelecer um plano terapêutico, sempre em conjunto com o doente. Pode acontecer, por vezes, que a dor seja menos intensa e transitória, sobretudo se os cálculos forem mais pequenos e forem rapidamente eliminados, deixando de causar obstrução e dilatação do aparelho urinário. Existem algoritmos que auxiliam na previsão da passagem espontânea do cálculo e no tempo para que ocorra, no entanto, a eliminação espontânea reduz-se progressivamente em cálculos maiores do que 5mm.

Quando a remoção espontânea não acontece, é necessário recorrer ao tratamento cirúrgico da litíase, com a fragmentação ou remoção do cálculo. Actualmente este tratamento pode ser não-invasivo, com recurso à Litotrícia Extracorporal por Ondas de Choque (LEOC) ou minimamente invasivo, através da cirurgia endoscópica e percutânea. O tratamento cirúrgico da litíase por via aberta está reservado para situações muito pontuais e praticamente não é utilizado.

O tratamento mais frequente para os cálculos urinários é a LEOC, uma vez que permite tratar a maioria dos cálculos, de quase todos os tipos e localizações, desde que a dimensão não ultrapasse os 20 mm.

No entanto, alguns cálculos, pela sua composição, dimensão ou posição, poderão ter de ser tratados através da cirurgia e, desta forma, utiliza-se litotrícia “ intra-corporal” ou endoscópica, com recurso a laser ou a um instrumento (litotritor pneumato-hidráulico) utilizado para fragmentar os cálculos.

Em cálculos de grandes dimensões pode ser necessária uma cirurgia por via percutânea, ou seja, em que se acede ao rim através de um pequeno orifício na pele. Em cálculos que já migraram do rim e se encontram na parte inferior do ureter, realiza-se, geralmente, uma cirurgia endoscópica através da uretra, bexiga e uréter. Em alguns casos poderá ser necessária uma cirurgia laparoscópica.

Todos os cálculos extraídos ou eliminados deverão ser analisados para se perceber qual é a sua composição, com a finalidade de se prescrever um regime farmacológico e não farmacológico adequado.

Existe uma panóplia de tratamentos alternativos, que englobam chás e infusões, mas não existe um produto adequado para todos os tipos de cálculo. Estes poderiam ser úteis como terapêutica complementar às restantes terapêuticas e, sobretudo, como medidas preventivas face à formação de novos cálculos. No entanto, alguns desses tratamentos podem ser bons para alguns cálculos e ser prejudiciais para outros tipos, pelo que não há nenhum tipo de chá ou outro produto que seja adequado para todos os doentes. Em alguns casos podem ser mesmo desfavoráveis.

A última fase do tratamento consiste em evitar a formação de novos cálculos, uma vez que esta pode ser causada por uma disfunção metabólica crónica, estando a pessoa sempre susceptível à litíase renal (mesmo que o primeiro cálculo seja removido). Estima-se que cerca de 50% das pessoas não tratadas, a quem foi diagnosticado um cálculo, irá desenvolver um novo cálculo nos próximos 5 a 10 anos. Assim é premente a importância de medidas de prevenção e tratamento médico.

Prevenção de formação de novos cálculos renais

A formação de cálculos depende de uma concentração urinária elevada da(s) substância(s) que os compõem. Deste modo, a medida mais importante para evitar a formação e o crescimento de cálculos é a diluição da urina, através de uma elevada ingestão de líquidos. As pessoas com litíase devem produzir dois litros de urina por dia.

Além desta medida, deve tentar conhecer-se o tipo de cálculo em questão, para instituir uma dieta em que se evite a ingestão da(s) substância(s) que compõem esse cálculo. Os alimentos menos adequados dependem da composição específica do cálculo de cada doente. Este tipo de recomendações deve ser efectuado não só por um médico especialista mas, idealmente, por uma equipa multidisciplinar. Uma orientação nutricional personalizada permite fazer uma alimentação específica, de modo a contrariar o pH da urina favorável à constituição de cálculos.

Uma urina ácida facilita o aparecimento de cálculos de ácido úrico e cistina e a dieta deve promover um pH da urina alcalino. Assim, deve apostar-se no consumo de frutas e legumes (mais de 5 porções/dia), moderar os lacticínios, cereais e derivados e reduzir as proteínas (carne e peixe). Já a urina alcalina conduz à formação de cálculos de cálcio e estruvite. A prevenção pelo consumo de alimentos que originem substâncias ácidas, como os lacticínios, carne, peixe, cereais e derivados, e pela redução do consumo de fruta e legumes.

Prevenção de formação de cálculos renais para a população em geral

Em Portugal, os especialistas estimam que entre 8% a 10% da população terá, pelo menos, um episódio de pedras nos rins durante a vida.

Se não quer fazer parte desta estatística, não se esqueça de:

  • Beber entre um 1,5 a 2 litros de líquidos por dia. A composição da água não interfere com a formação dos cálculos, pelo que pode e deve variar na marca e origem da água. Antes de ir dormir, beba um copo de água para que, de manhã, a urina esteja menos concentrada.
  • Em dias mais quentes, em que transpira mais, ou quando faz desporto, recomenda-se o consumo de 3l de água/líquidos por dia.
  • Evite a ingestão de bebidas açucaradas, alcoólicas e refrigerantes: apesar de conterem água, têm outras desvantagens.
  • Reduza o consumo de alimentos ricos em cálcio, como é o caso do leite e do queijo. O cálcio conduz à formação de alguns cálculos renais, daí que a dose diária recomendada oscile entre as 800 e as 1200mg. Para atingir estas dosagens, deve incluir na sua alimentação 3 destas opções: um copo de leite, 2 fatias de queijo, 2 iogurtes, 110g de couve-galega, 130g de agrião ou 230g de grelos.
  • Modere o consumo de sal. Uma pessoa só deve consumir 5g de sal diário e quem já tem pedra no rim vê o valor reduzido para 3g. Desta forma, evite as refeições pré-cozinhadas; produtos de charcutaria como o presunto e bacon; conservas, como o atum e cogumelos (passe o conteúdo por água corrente, durante algum tempo, de modo a libertar a maior quantidade de sal possível); caldos concentrados, ketchup, batatas fritas de pacote, aperitivos salgados, bolachas e biscoitos e alguns cereais. Leia sempre bem o rótulo dos alimentos, para estar informado sobre a quantidade de sal.
  • Reduza a carne e o peixe. A ingestão em excesso de proteínas é um factor predisponente para a formação de litíase renal. Assim, a quantidade recomendada diária de proteínas situa-se entre os 0,8 e 1g por quilograma de peso da pessoa.
  • Prefira carnes magras e peixe, em detrimento de carnes vermelhas.
  • Escolha o pão integral e de centeio em vez do branco fermentado, uma vez que tem mais fibras, o que dificulta a produção de cálculos de cálcio.
  • A gordura deve ser consumida de forma moderada.
  • Os açúcares devem ser evitados, preferindo adoçar os alimentos com stevia ou mel.
  • As leguminosas como o feijão, lentilhas e grão-de-bico, não devem ser consumidas mais do que uma vez por dia pois são ricos em proteína.
  • Ingira, de forma assídua, alimentos com alto teor de substâncias inibidoras da formação de todos os tipos de cálculo, como o arroz integral, batatas (excepto a batata doce), clara de ovo, óleos vegetais, mel e frutas como o abacaxi, uvas, melancia, pêras e cerejas.

A saúde do seu estado de saúde está na prevenção e na assistência de um estilo de vida equilibrado. Não é agora, amanhã pode ser muito tarde!

Fonte: www.portaldadialise.com